Origem dos nomes das cidades do ABC (3)

Os índios tinham por hábito dar nomes às coisas respeitando fenômenos naturais. Por outro lado, os colonizadores portugueses foram influenciados por costumes feudais e medievais da Europa, pois a época dos descobrimentos foi o período das Cruzadas.

Assim, o costume medieval português, que vemos em documentos ainda hoje, era de que todos os dias são santos no ano do Nosso Senhor, e cada dia do ano era guardado por um Santo Católico.

Por isso, a escolha dos santos que formam o ABC, não foi uma sequência determinada por lógica, para formar a sigla ABC, mas sim homenagem ao dia considerado como marco de fundação, lembrando que, com exceção da Vila de Santo André (que não guarda mais relação com a cidade atual de Santo André), as demais, São Bernardo e São Caetano, foram batizadas pelos monges beneditinos.

São Bernardo do Campo (portuguesa)

Surgiu nas primeiras décadas do século XVI, quando João Ramalho se estabeleceu às margens do ribeirão Guapituva, fazendo surgir o povoado de Borda do Campo. Em 1552, foi batizada de Santo André da Borda do Campo. O nome atual só surgiu em 1718, com a doação de uma sesmaria denominada São Bernardo a Antônio Pinheiro da Costa. Virou freguesia em 1812, passou a vila em 1889 e tornou-se município em novembro de 1944.

Ribeirão Pires (portuguesa)

Herdou o nome de um córrego que passava pelas propriedades da família Pires, ou seja, o Ribeirão dos Pires. Ganhou autonomia em 30 de dezembro de 1953.

Rio Grande da Serra (portuguesa)

Tropeiros que subiam a Serra do Mar carregando sal de São Vicente para Mogi das Cruzes fundaram a localidade, às margens do chamado Caminho de Zanzala, na virada do século XVI para o XVII. O nome é referência ao Rio Grande, que corta a região da serra. Emancipou-se em 21 de março de 1965.